O estado do Rio Grande do Norte está discutindo melhorias em suas estruturas no Centro de Convenções mirando se tornar um polo em turismo de evento. Para isso é preciso que haja a implementação do modelo de parceria público-privada (PPP), que irá estimular o segmento no RN e fomentar a expansão e criação de empresas.
Espaços bem estruturados são fundamentais para fortalecer o turismo de eventos em qualquer destino, mas essa boa infraestrutura depende de investimentos que nem sempre o poder público tem condições de fazer. No caso do Centro de Convenções de Natal (CCN), com o aumento da captação de eventos, será necessário contratar empresas que atendam a demandas de limpeza, sonorização, segurança, recepção, mestre de cerimônias, dentre outras, impulsionando a necessidade de novos negócios ou favorecendo a ampliação deles.
O potencial de Natal para o setor de turismo já é um ponto a favor do destino, além da capital também oferecer carisma, uma rede hoteleira forte, boa gastronomia e dispor de voos internacionais. Todos esses fatores são favoráveis ao turismo de eventos, embora também seja necessário olhar para a profissionalização dos serviços dos espaços de convenção e o consequente incremento do segmento de eventos.
Os dados registram para o turismo de eventos 77 mil empresas, 93 mil vagas de empregos formais e 112 mil postos informais em todo o País, com mais de 496 mil pessoas envolvidas entre empregados, empregadores e microempreendedores individuais (MEIs), com R$ 2,6 bilhões pagos em salários. Ainda conforme os dados, são realizados no Brasil 24,8 mil eventos anualmente, com um público de 44 milhões de participantes e faturamento bruto de R$ 314 milhões ao ano.
Os reflexos dos números na relação com os destinos se consolidam com o aumento de turistas, maior arrecadação para os municípios, visibilidade da região no cenário nacional e internacional e satisfação da população local. O turismo de eventos gera mobilização, com o envolvimento das entidades de classe em busca de captação, parcerias entre o poder público e privado e melhor concorrência entre promotores e organizadores.
Foto: Alex Régis