O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, inaugurado em 1999, na Praia de Iracema, em Fortaleza, é um dos principais complexos culturais do Brasil, com 30 mil metros quadrados. Lá é possível encontrar museus (arte contemporânea e cultura cearense), planetário, cinemas, teatro e espaços abertos para shows e feiras. É um polo turístico essencial para experiências artísticas e lazer.
Este ano o local completa seus 27 anos de existência com uma programação diversa e gratuita que convida o público a olhar para as raízes que sustentam a história da cidade e da cultura cearense. Entre os dias 23 e 26 de abril acontecerão apresentações de música, cinema, artes cênicas, grupos de tradição, oralidade e economia criativa em diversos espaços do centro.
A abertura, no dia 23, traz o programa Dragão das Encantarias, com apresentações do Coco do Povo Anacé e do grupo Thynia Thudya, do povo Fulni-ô, que compartilham saberes ancestrais por meio da música, da dança e de práticas culturais ligadas à espiritualidade e à relação com a natureza.
Ainda na mesma noite, o VII Chora Iracema promove um encontro inédito entre a Orquestra Cabulosa e a Orquestra Popular do Nordeste, reunindo 15 músicos em uma apresentação que atravessa o choro, o jazz e as sonoridades nordestinas, em um diálogo entre tradição e experimentação.
O aniversário do Centro Cultura traz a temática “Não existe Chico sem Matilde”, deslocando o foco para Matilde Maria da Conceição — mulher negra, labirinteira e mãe de Francisco José do Nascimento, o Dragão do Mar — como símbolo das forças que, muitas vezes invisibilizadas, são fundamentais para a construção das trajetórias coletivas.
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